RETROSPECTIVA AGED 2020 – AS PRINCIPAIS AÇÕES DA AGÊNCIA E SEUS AVANÇOS

Por Suyane Scanssette
31/12/2020   21:30

2020 foi um ano diferente, cheio de desafios. Os órgãos estatais, as entidades privadas, os profissionais autônomos ou não, todos tiveram que se reinventar diante de um cenário de pandemia, isolamento social, restrições, perdas e inúmeros cuidados com a saúde.

Quando o assunto é defesa agropecuária, a atividade foi vista como essencial e não podia parar. A agricultura e pecuária redobraram os cuidados e seguiram avançando e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária seguiu avançando junto.

A AGED faz um retrospecto das principais ações desenvolvidas ao longo de 2020, mês a mês, pontuando a importância das atividades em defesa agropecuária para que o produtor pudesse seguir crescendo, avançando no desenvolvimento, proporcionando qualidade aos produtos que chegam à mesa do consumidor maranhense.

JANEIRO

O mês começa com a parceria entre a AGED e o Banco do Nordeste para desenvolvimento das Agroindústrias do Maranhão e também com a discussão do orçamento para cadeias produtivas em todo o Estado para fomento de trabalho e renda para os maranhenses.

Um outro fator importante foi a entrega do primeiro registro no Serviço de Inspeção Estadual para uma Unidade de Beneficiamento de Produtos de Abelhas e Derivados de Bacabeira, durante solenidade com o governador Flávio Dino no Palácio dos Leões.

Ainda neste mês foi levantada a expectativa de produção de grãos alcançar a casa dos 248 milhões de toneladas e do recebimento do certificado SISBI-POA (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal), que vai permitir que Produtos com Selo de Inspeção Estadual do Maranhão possam ser comercializados em todo o país.

A AGED reforçou vigilância contra Peste Suína Clássica e desenvolveu ações de prevenção e combate à raiva em Caxias.

FEVEREIRO

Em fevereiro muitas ações de combate aos produtos clandestinos, que podem trazer prejuízos à saúde pública, foram desencadeadas. Houve apreensão de toneladas de queijo sem procedência em Caxias, quilos de carne oriunda de abate clandestino foram inutilizadas em Açailândia e ainda interdição de um abatedouro no bairro Bacanga em São Luís e um laticínio em Imperatriz.

A fiscalização de produtos de origem animal por consórcios municipais deve impulsionar economias regionais foi um tema debatido pelo corpo técnico da AGED, além de que os fiscais da Agência ministram treinamento sobre Serviço de Inspeção Municipal a várias equipes com SIM implantado e/ou em fase de implantação.

E por fim a construção de parceria com o Lacen para ações conjuntas para diagnóstico da raiva e análise de alimentos., que culminou na assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica

MARÇO

Neste mês o principal destaque foi o Maranhão receber o certificado SISBI, ou seja, o Serviço de Inspeção Estadual foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura, possibilitando aos produtores maranhenses levarem seus produtos para comercialização no mercado nacional. O Governador do Maranhão Flávio Dino e a Diretora Geral da AGED Fabiola Ewerton receberam das mãos da Ministra da Agricultura Teresa Cristina o Certificado de Adesão ao SISBI, em evento realizado no Ceará.

Além disso, a AGED e demais órgãos estaduais discutiram ações para fortalecer a cadeia produtiva da carne e ainda promoveu ação educativa durante fiscalização em estabelecimentos agropecuários em Açailândia, a ampliação da vacinação contra brucelose, fruto da parceria com o IFMA, para agricultores familiares em Caxias e a realizou a fiscalização de frutos na região Tocantina.

Ao final do mês de março com o decreto do Governo do Estado a AGED suspende atendimento nos escritórios e na sede e disponibiliza teleatendimento, por conta das medidas para prevenção e combate ao novo coronavírus. 

ABRIL

Em abril, sob o cenário de pandemia, a AGED teve seus serviços reconhecidos como essencial e as atividades não pararam. Durante a pandemia os fiscais fizeram o recolhimento de 360 litros de agrotóxicos, fiscalizaram o escoamento de 120 toneladas de fruta, monitoramento da praga mosca da carambola e a apreensão de cerca de 2 mil embalagem de agrotóxico.

As atividades de fiscalização de abatedouros, laticínios, entrepostos de mel e pescado continuaram, para que mais proteína animal pudesse chegar a mesa do cidadão maranhense com segurança sanitária.

Ainda em abril, a Agência já informava o criador que a campanha de vacinação contra aftosa iria começar em junho e que os serviços essenciais da AGED continuavam durante o isolamento social.

Apesar do cenário, em abril a Agência completou 18 anos de existência fazendo um balanço de suas conquistas ao longo de quase duas décadas.

MAIO

Em maio as principais ações foram as fiscalizações do recebimento de vacinas contra febre aftosa como o objetivo de assegurar a qualidade da imunização dos mais de 8 milhões de bovinos e bubalinos do Estado, preparando-se para a I etapa de vacinação contra febre aftosa, prorrogada para os meses de junho e julho.

Ainda marcou este mês ação de apreensão de quase meia tonelada de queijo clandestino, a fiscalização do uso de agrotóxicos em propriedades rurais, a parceria da AGED e UEMA para controle de brucelose em Lagoa Grande do Maranhão, o registro de mais um abatedouro frigorífico em Barra do Corda e o investimento em educação sanitária para prevenir a mosca da carambola.

JUNHO

Em junho o principal destaque é a campanha contra febre aftosa e os cuidados redobrados para vacinação dos animais, dentro do contexto de pandemia da Covid-19.

No período a AGED fiscalizou casas agropecuárias em todo o Estado, fez a apreensão de quase dois mil litros de agrotóxicos falsificados e uma blitz fez a desinfestação de maquinário agrícola em Açailândia.

Ainda no contexto da proteção da saúde pública, juntamente com a SEINC, a AGED promoveu uma campanha alertando para o consumo inadequado de produtos de origem animal, estimulando a busca pelo selo do Serviço de Inspeção Oficial.

JULHO

Em julho, continua a campanha de vacinação contra febre aftosa e a AGED promove a entrega de vacinas que foram adquiridas com recursos do Governo do Estado para atender indígenas, quilombolas e produtores em extrema vulnerabilidade.

Com o objetivo de identificar problemas sanitários e contê-los antes que causem prejuízos, Agência promoveu uma série de fiscalizações como a vistoria de apiário no município de Carolina, uma granja de suínos na regional de Balsas, uma unidade de beneficiamento de subprodutos de origem animal em Paço do Lumiar e monitoramento de granja de aves em Balsas.

Em Defesa e Inspeção Vegetal, a AGED promoveu atividades de defesa vegetal na Regional de Pedreiras, realizou cadastro de estabelecimentos que comercializam sementes e mudas e fiscalizou revendas de agrotóxicos em Presidente Dutra e região e fez o alerta para o vazio sanitário do algodão.

A preocupação com a manutenção da saúde pública continua por meio da interdição de estabelecimento de abate clandestino em Bom Jesus das Selvas e a AGED fez a inutilização de carne imprópria para consumo. Com o apoio da PRF, montou blitz na BR 230 para fiscalizar transporte de produtos de origem animal e vegetal.

Destaque ainda para publicação da Cartilha de Orientações Sanitárias Para Aquisição de Frango Vivo e Pescado Inteiro Resfriado pelo Mercado Institucional (PAA, PROCAF, PNAE) no Estado do Maranhão.

E finalmente, a AGED e Prefeitura de São João do Paraíso iniciam mapeamento do uso de cama aviária, com o objetivo de sanar problemas sanitários relacionados a infestação de moscas na região.

AGOSTO

Em agosto a AGED recebeu os técnicos da Adepará para uma visita técnica, onde eles conheceram de perto o trabalho de desinfestação de maquinários agrícolas. Além disso, a Agência fez vistoria em propriedade para inclusão no Sistema de Mitigação de Risco da praga Sigatoka Negra e fiscalizou posto de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos em Anapurus.

AGED ainda promoveu debate de ações da cadeia produtiva do leite com representantes de laticínios, realizou adequações de projetos da agroindústria familiar da Cadeia do Mel, vistoriou unidade de beneficiamento de pescado em Guimarães e concedeu o título de registro no Serviço de Inspeção Estadual para Associação de Apicultores de Junco do Maranhão.

Disponibilização de três perfis de agroindústrias familiares (mel, peixes e aves) fruto do trabalho de metrado profissional em Defesa Sanitária Animal da fiscal estadual agropecuária Allana Raíssa.

SETEMBRO

Em setembro a AGED procedeu com a interdição da área onde seria realizada vaquejada e notificou proprietário de parque de vaquejada em Anapurus, uma vez que os eventos agropecuários até então estavam temporariamente suspensos em todo em Estado em razão da pandemia do coronavírus.

AGED fiscalizou laticínio em Porto Franco, granjas de suínos e de aves em Balsas, uma granja de suínos em São Raimundo das Mangabeiras e a vistoria de terreno para construção de agroindústria para beneficiamento de carne de caranguejo.

AGED ainda fomentou a implantação dos Serviços de Inspeção Municipal no Maranhão, debate de ações interinstitucionais no Maranhão para o fomento de produtos da abelha e discussão de projeto piloto para potencializar cadeia do leite na região do Médio Mearim.

O Maranhão atingiu a cobertura vacinal do rebanho contra febre aftosa, com o índice de 96%.

Na defesa vegetal a AGED, lançou alerta fitossanitário sobre pacote de sementes não solicitado e fez a inspeção em propriedades de plantio de milho e soja em Marajá do Sena.

OUTUBRO

Após o alerta em Setembro pela AGED, o Maranhão registrou o primeiro caso de recebimento de sementes desconhecidas e foi uma moradora do bairro São Francisco, na capital, que levou o pacote com as sementes para a sede da AGED. Casos também foram registrados na regional de Balsas e Barra do Corda.

Outro destaque foi a promoção do IV Fórum Estadual Contra Febre Aftosa, com a presença de palestrante internacional

A Agência fez as fiscalizações de vacinações contra aftosa em todo o Estado, visando resgatar os criadores inadimplentes .

Neste mês a AGED iniciou a coleta de amostras de produtos dos estabelecimentos com SIE para envio de análise fiscal ao Lacen e fez a instalação de pontos de coleta itinerante das embalagens de agrotóxicos na regional de Imperatriz.

NOVEMBRO

Em novembro teve início a segunda etapa de vacinação contra aftosa no Maranhão.

A Agência também teve concluída a reforma da Unidade Regional São Luís. Escritórios da Agência em algumas cidades tiveram as reformas iniciadas, a exemplo de Arari, São Bento, Brejo, Coelho Neto e Mirinzal. Em Buriticupu, o serviço será de reconstrução do antigo prédio. As Unidades Regionais da AGED em Santa Inês, Itapecuru, Bacabal e Zé Doca também receberam reformas para se tornarem em um espaço acessível e restaurado para receber atendimento ao público.

Um outro destaque foi que a AGED intensificou em todo Estado a fiscalização de produtos a base do princípio ativo paraquate, que foram proibidos de serem comercializados pela Anvisa. Realizou as fiscalizações do vazio sanitário do Algodão e monitorou as armadinhas da mosca da carambola.

AGED concedeu ainda o certificado de registro a um abatedouro em Açailândia , o 7º abatedouro com serviço de inspeção estadual e fez a entrega certificados de adesão ao SISBI para duas agroindústrias da cadeia do leite e derivados. Em São Luís, um grande grupo do ramo atacarejo também recebeu o certificado SISBI.

Registro do Abatedouro de Suíno em Barra do Corda

E por fim, os eventos agropecuários no Maranhão retornaram com restrições devido à pandemia de Covid-19

DEZEMBRO

Em dezembro os destaques da AGED são as reformas em seus escritórios, realização de ações de Defesa e Inspeção Sanitária Vegetal, promoção em parceria com o Banco do Nordeste da realização da palestra online para impulsionar agroindústria do mel no Maranhão.

Realização da segunda etapa da vacinação de bezerras contra brucelose em parceria com a UEMA no município do Mais IDH – Lagoa Grande

E para fechar bem o ano, a AGED recebe do Ministério da Agricultura a habilitação  do escopo na área de carnes ao SISBI-POE. Ou seja, uma excelente notícia para os produtores maranhenses que poderão colocar seus produtos no mercado nacional.

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