Aged e Polícia Civil apreendem produtos agrotóxicos ilegais no sul do estado

foto 2 - aged Balsas

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sagrima), por meio de suas unidades regionais de Balsas e São João dos Patos, em conjunto com a Polícia Civil, desencadearam essa semana a “Operação Serras”, realizada nas Serras do Fosdão e Penitente, e Povoado de Batavo, nos munícipios de Balsas, Tasso Fragoso e Alto Parnaíba. O objetivo da operação foi fiscalizar o vazio sanitário da soja e agrotóxicos.

Nas primeiras fazendas visitadas, os fiscais encontraram depósitos com agrotóxicos ilegais, sem registro no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento(Mapa) para o comércio e uso dos produtos no Brasil, sendo caracterizado pela polícia como contrabando.Foram localizados durante a operação em sete fazendas, um total de 57 volumes desses produtos de diversas marcas e princípios ativos, envolvendo inseticidas e herbicidas, dentre eles o Benzoato de Emamectina, produto contrabandeado para uso no controle da lagarta Helicoverpa.

O chefe da regional da Aged de Balsas, Diego Amaral, faz um alerta aos produtores do estado.  “O uso desses produtos podem trazer sérias consequências aos produtores tanto nos processos administrativos quanto na esfera jurídica, tendo em vista que a polícia irá encaminhar todo procedimento à Polícia Federal, que tem a competência para dar sequência ao caso. Outro grande problema, é que, por não serem estes produtos registrados no Brasil, nós não temos como avaliar as consequências, pois não podemos garantir que o princípio ativo ali marcado é o mesmo e se a dosagem marcada é a correta. Esses produtos também são compostos de uma alta concentração de produtos ativos, sendo necessárias pequenas quantidades para cobrir grandes áreas em hectares”, completou Diego Amaral.

Todos os produtores foram autuados pela Aged, tendo o valor da multa ultrapassaos R$ 100.000,00. Os proprietários irão responder administrativamente pelo ato ilícito.

A Aged recomenda aos proprietários de estabelecimentos rurais a somente adquirirem produtos fabricados e registrados no Brasil, por ser isto o correto a fazer e para que o produtor não corra o risco de perder sua lavoura com um produto que não funciona bem e ainda ter que responder  à Aged e à Justiça, pelo erro cometido.